Entre dispêndio e excesso: uma resenha de A Parte Maldita de Georges Bataille
DOI:
https://doi.org/10.36592/opiniaofilosofica.2025.v16.1288Palavras-chave:
Bataille, Dispêndio, Improdutividade, Potlatch, SacrifícioResumo
A presente resenha trata de expor criticamente o livro A Parte Maldita de Georges Bataille (1897-1962) conforme a edição de 2016 da Autêntica Editora. Nesta versão, temos o texto de 1949 A Parte Maldita precedida pelo artigo de 1933 A Noção de Dispêndio. Nestas duas obras, Bataille realiza uma crítica à maneira que a economia é concebida tradicionalmente. Segundo o autor, o centro da economia, assim como da natureza e do ser humano, não é a produção, e sim o dispêndio, a inutilidade. Para defender isso, no texto de 1933 Bataille se apoiará no dispêndio social presenciado nos luxos e lixos, nas obras de arte, nos sacrifícios e nos jogos; portanto, a instituição de trocas primitivas representada pelo potlatch dos índios norte-americanos é de suma importância para sua argumentação. No livro de 1949 a questão social permanece, no entanto, Bataille proporá que o dispêndio se encontra, primeiramente, na natureza, simbolizado pelo sol, que dá sem receber, e a partir desta constatação ele partirá para uma análise de diversas sociedades históricas e a forma como elas lidaram com o excedente até os tempos atuais. Temos como objetivo nesta resenha apresentar de forma crítica os argumentos suscitados por Bataille, bem como suas pressuposições teóricas e possibilidades de atualização da sua teoria.
Referências
BATAILLE, Georges. A Parte Maldita, precedida de “A Noção de Dispêndio”. Trad. Júlio Castañon Guimarães. 2 ed. rev., 1 reimp. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2016.
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