Sobre as noções morais de agregação e distribuição
DOI:
https://doi.org/10.36592/opiniaofilosofica.2025.v16.1285Palavras-chave:
Filosofia moral, Agregação, Utilitarismo, Contratualismo, DistribuiçãoResumo
A agregação moral, que é a combinação de fatores dignos de consideração moral (como, por exemplo, o bem-estar) de diferentes pessoas, representada por um valor numérico, é uma característica presente em muitas teorias morais contemporâneas. Teorias agregativas definem a moralidade de ações a partir de uma comparação entre os valores agregados de diferentes estados trazidos pelas ações. Neste artigo, será argumentado que a agregação é indesejável para teorias morais porque conflita com noções morais importantes, a saber, a ideia de distribuição justa e a de separação entre as pessoas. Não apenas o utilitarismo, mas também teorias agregativas que dão importância para a distribuição, como o igualitarismo teleológico e o prioritarismo, possuem este problema. A sugestão, no final, é que uma teoria moral construída a partir da noção de justificação pode lidar com estes problemas conferindo peso adequado à distribuição e à separação das pessoas; no entanto, a criação de uma teoria deste tipo exige a eliminação ou, pelo menos, a severa limitação do papel da noção moral de agregação; os objetivos do artigo são argumentar contra a agregação e a favor de uma teoria não-agregativa específica, o contratualismo moral.
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