Sobre as noções morais de agregação e distribuição

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36592/opiniaofilosofica.2025.v16.1285

Palavras-chave:

Filosofia moral, Agregação, Utilitarismo, Contratualismo, Distribuição

Resumo

A agregação moral, que é a combinação de fatores dignos de consideração moral (como, por exemplo, o bem-estar) de diferentes pessoas, representada por um valor numérico, é uma característica presente em muitas teorias morais contemporâneas. Teorias agregativas definem a moralidade de ações a partir de uma comparação entre os valores agregados de diferentes estados trazidos pelas ações. Neste artigo, será argumentado que a agregação é indesejável para teorias morais porque conflita com noções morais importantes, a saber, a ideia de distribuição justa e a de separação entre as pessoas. Não apenas o utilitarismo, mas também teorias agregativas que dão importância para a distribuição, como o igualitarismo teleológico e o prioritarismo, possuem este problema. A sugestão, no final, é que uma teoria moral construída a partir da noção de justificação pode lidar com estes problemas conferindo peso adequado à distribuição e à separação das pessoas; no entanto, a criação de uma teoria deste tipo exige a eliminação ou, pelo menos, a severa limitação do papel da noção moral de agregação; os objetivos do artigo são argumentar contra a agregação e a favor de uma teoria não-agregativa específica, o contratualismo moral.

Biografia do Autor

  • Gustavo Oliva de Oliveira, UNISINOS

    Doutorando em Filosofia na UNISINOS. Bolsista CAPES/PROEX.

  • Dr. Thadeu Weber, PUCRS

    Professor da PUCRS.

Referências

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Publicado

2025-09-07

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

OLIVA DE OLIVEIRA, Gustavo; WEBER, Thadeu. Sobre as noções morais de agregação e distribuição. Revista Opinião Filosófica, Porto Alegre, v. 16, p. 1–14, 2025. DOI: 10.36592/opiniaofilosofica.2025.v16.1285. Disponível em: https://www.opiniaofilosofica.org/index.php/opiniaofilosofica/article/view/1285.. Acesso em: 24 out. 2026.